
Que faire si je ne crains pas,

Porquê?


A humanidade corrompeu-se,
e estes são os frutos da minha cólera…
“Tens medo”
...vai-te embora…
…tu deixas-me doente…
“Tens medo” “Tens medo”
…ao contrário de ti…
…não temerei a morte,
“Tens medo” “Tens medo” “Tens medo” “Tens medo”
…mas hoje…
…hoje temerei!
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
Oh munda cruel,
afoga-te nas minhas mágoas…
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
…pois a tua utopia…
enoja-me!
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
“Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes? “Não compreendes?
Está dentro de todos nós,
“Não compreendes? = Tens medo”
Tal como o loucura…




“Mamã, mamã! Anda! “Mamã, mamã! Anda!” – ainda escutava aquele estrépito na minha cabeça, a voz dos meus filhos no ringtone do meu telemóvel.
“Mamã, mamã! Anda!” – o ar escasseava dentro do carro. As janelas estão fechadas e as portas trancadas, e mesmo com o carro selado, as águas que entravam, empeçavam.
“ Mamã, mamã!...”.
O meu carro despenhou-se no lago e afundou-se.
Não foi assim que eu congeminei a minha…
Não!
Ainda não!
Eu não fui feita, para falecer a sufocar!
Eu não me quero afogar!
Eu não tenho intenção de desaparecer!
Eu não vivi, para morrer!