sexta-feira, 23 de abril de 2010

Socorro!


“Mamã, mamã! Anda! “Mamã, mamã! Anda!” – ainda escutava aquele estrépito na minha cabeça, a voz dos meus filhos no ringtone do meu telemóvel.

“Mamã, mamã! Anda!” – o ar escasseava dentro do carro. As janelas estão fechadas e as portas trancadas, e mesmo com o carro selado, as águas que entravam, empeçavam.

“ Mamã, mamã!...”.

O meu carro despenhou-se no lago e afundou-se.

Não foi assim que eu congeminei a minha…

Não!

Ainda não!

Eu não fui feita, para falecer a sufocar!

Eu não me quero afogar!

Eu não tenho intenção de desaparecer!

Eu não vivi, para morrer!

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