terça-feira, 20 de abril de 2010

Anjos



Humanos indecorosos
A minha vida está por um fio.
Por entre os escombros da decessa
De que vos serve rezar por rectidão.
O pânico envolverá o vosso alento,
E assim não mais serão acautelados os meus gritos de cólera.

Será esta crença de viver
Daqueles que já não têm rectidão?
Eu não compreendo.
Quantos mais jazigos são precisos
Para se darem conta da obscenidade dos vossos actos
Ao degradar a vida por meros prazeres.

Com essas asas usurpadas
Tu não podes voar!
É esta a verdadeira natureza?
Ou humanidade que me tentas incumbir?

Não devo jamais acreditar em anjos…

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