terça-feira, 18 de maio de 2010

Porquê?

Porquê?
Porque não me ouves vociferar?

Porquê?
É o meu sofrimento,
invisível aos teus olhos?

Porquê?
Não me ouves chorar?

Porquê?
É a minha opressão,
assim tão insignificante?

Porquê!

Porquê?
Para ser quem?
Ou o quê, afinal?

Porquê?
Porque não me libertas
destas trevas?


Porquê?
Porque não libertas
desta agnosia?

Porquê?
Porque não me libertas
desta submissão?

Porquê?

Porquê!?
Porque não olhaste para mim,
Não viste a minha amotinação!

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